TARAB SE ENSINA?

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tARABOlá queridos leitores!!!

Vamos pra mais um post falando de assuntos super discutidos na Dança do Ventre? O que é muito discutido, é geralmente polêmico, tem várias vertentes e, justamente por isso, vale à pena sempre ser retomado.

Em primeiro lugar o que eu chamo de Tarab? Tenho um post que fala sobre isso AQUI  e talvez seja interessante vc dar uma lida antes de continuar lendo o assunto de hoje. Vai lá, é rapidinho!  😉

Independente de como vc conceitua esse tipo de gênero musical, o fato é que pra mim, é extremamente importante diferenciá-lo dos demais, compreendendo sua estrutura tão peculiar. Acho importante ainda, pesquisar suas raízes, suas origens e assim entender minimamente o significado que esse tipo de composição tem para o povo egípcio.

Um outro aspecto importante do Tarab é a interpretação das suas letras tão poéticas. Acredito que a maioria das bailarinas entendem que para uma boa interpretação do Tarab, é necessário sentir e se envolver verdadeiramente com a canção. Pronto, nos deparamos com uma polêmica ainda maior, pois muitos defendem a ideia de que sentimento não se ensina. Eu, sinceramente, tenho minhas dúvidas. Acredito que aprendemos a sentir, significar e expressar nossas emoções de acordo com os valores culturais que nos são passados. E isso pressupõe processo de aprendizagem. Aprendemos que devemos chorar e nos entristecer com a morte de um ente querido, por exemplo. Então, sendo assim, podemos aprender a nos emocionar com a realidade de uma outra cultura, minimamente assimilada e compreendida.

Entendo, ainda, que não posso ensinar minha aluna a sentir ou se emocionar com determinado poema contido numa música árabe. Mas posso (e devo) lhe dar conteúdos, primeiro, para que ela entenda a grandiosidade da música que vai dançar. E num segundo momento, fornecer elementos que facilitem o seu contato com as próprias emoções e, dessa forma, dar-lhe condições de expressá-las. Não é isso que os professores de teatro fazem? Lógico que não somos expert na técnica da interpretação. Pelo menos eu não sou. Mas acho importante um pouco de pesquisa na área para fornecer ao aluno, mais este caminho. Porque dança sem alma, sem emoção, sem interpretação é uma mera repetição de passos.

Então, por tudo isso, eu entendo que Tarab se ensina. Ensina a estrutura musical, ensina sua história e seu contexto. Por fim, ensina-se a entrega à música e os caminhos para que o aluno entre em contato com suas próprias emoções.

Será que assumir que não há o que ensinar não seria se abster da responsabilidade de ingressar o aluno nos árduos caminhos desse aprendizado tão complexo que é o Tarab? Talvez, não sei. Essa é uma questão que sempre me pergunto.

Bjs pra todos!!! 😉

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