MÚSICA CLÁSSICA – ÚLTIMA PARTE

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Olá pessoal!!!
Hoje vamos finalizar a discussão sobre Música Clássica Árabe. Para quem não acompanhou, basta clicar em Parte I, Parte II e Parte III. Os posts são bem objetivos pra facilitar e focar a discussão.
4) Música Clássica Oriental
Bom, eu acho que a maioria das minhas colegas não usam esta terminologia da forma que eu uso. Eu compartilho do entendimento de algumas mestras, entre elas, a Bailarina e Professora Samra Sanches, de que uma nova música clássica está surgindo e não se enquadra, enquanto estrutura musical, em nada do que já foi dito nos posts passados. Mas como eu venho dizendo, é o meu entendimento. E isso me ajuda a organizar as diferentes estruturas musicais árabes e, consequentemente, orientam toda a  minha dança e minha interpretação como bailarina.
Estas composições “Clássicas Modernas”, posso dizer assim, não têm a estrutura de Muwashahat, não têm um poema musicalizado e o sentimento do Tarab, e não têm o folclore da Rotina Clássica. No entanto, tratam-se igualmente de composições grandiosas, com grandes orquestrações e comumente se verifica a estrutura de pergunta e resposta entre instrumentos ou trechos da música.  Um bom exemplo disso é a música Soumboula Hanon, que há dois anos vem figurando na lista de uma das músicas escolhidas para a Prova do Sindicato dos Profissionais da Dança do Rio de Janeiro.
De todas as músicas clássicas árabes, na minha opinião, é que mais nos dá liberdade de criação e interpretação. São músicas que me sugerem firme propósito de show de dança e aceita performances, com fusões de passos, inclusive. Pra mim, é uma música show, sem grandes compromissos com mensagens específicas. Quem vai dar o tom, é a bailarina. Pelo menos é assim que eu percebo este tipo de música.
Na minha opinião, a Música Clássica Oriental, da forma que eu estou descrevendo aqui, talvez precise de uma definição menos abrangente. E talvez consiga isso a partir do seu reconhecimento e de um melhor entendimento da sua estrutura, por todos nós. Eu também me incluo nisso.
Então… é isso que eu penso, leitores queridos. Espero que tenham gostado da discussão. O que não significa concordar. Eu mesma quero deixar claro que não fecho nada. Hoje, a partir do que venho estudando, são essas as minhas impressões. Mas não se assustem se um dia eu vier aqui escrever tudo de outra forma… faz parte da nossa vida de estudiosa e descobridora da música e da dança árabe! 😉
Um grande beijo a todos!!!! Bora comentar!!!!