MÚSICA CLÁSSICA ÁRABE – PARTE III

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Olá pessoal!
Quem acompanha o blog sabe que há duas semanas venho postando meu entendimento sobre Música Clássica Árabe. Gostaria de concluir o assunto neste post, mas receio que fique muito extenso. Então… acho que ainda teremos a parte IV na próxima semana, amores. Mas vamos lá! Quem ainda não leu, pode acessar a Parte I e a Parte II dessa discussão.
3) Rotina Clássica
 
Badeia Masabny (a rainha das casas noturnas do Egito) na expectativa de surpreender os seus clientes com apresentações inovadoras a cada noite, criou uma estrutura de show na qual a orquestra egípcia deveria iniciar sua apresentação com arranjos clássicos e grandiosos, para que, em seguida, a música no estilo puramente egípcio pudesse ser executada. Trechos folclóricos que emocionavam o público proveniente de outros lugares do Egito e de outros países árabes também deveriam estar presentes nos shows, assim como, os momentos em que se abria espaço para que o músico solista da noite pudesse expressar sua arte por meio da improvisação. Ao final de tudo, os músicos executavam o “grand finale” que comumente retomavam a introdução original da música e encerrava o show de forma grandiosa e entusiasmada.
A partir dessa demanda, naturalmente, os músicos mais tarde, começaram a compor peças já com tais características musicais e assim, surgiu o gênero Rotina Clássica, também chamada de Rotina Árabe, Rotina Oriental ou  Rotina Egípcia.
Podemos dizer então, que por definição, a Rotina Clássica caracteriza-se por uma música que possui introdução e finalização grandiosas, composta por trechos folclóricos e eventualmente por uma estrutura de taksim (improvisação do instrumento solista). Sua estrutura musical é construída numa crescente de ritmos, cuja introdução tem por base um ritmo de dois compassos de modo a criar uma aceleração tanto para a entrada da bailarina, quanto para manter a grandiosidade da introdução. Ela segue evoluindo para ritmos de 4, 8 ou 10 compassos para decrescer novamente e retomar um ritmo de dois compassos, preparando assim para a finalização da música.
Outra característica típica da Rotina Clássica é a estrutura de pergunta e resposta que se estabelece nesse tipo de composição. Essa estrutura é chamada de “Taksim Beledi” e acontece entre dois instrumentos ou mais. Os mais comumente envolvidos são os instrumentos de percussão em contraponto com instrumentos de sopro ou corda.
Por isso, comumente se ouve no meio artístico que a Rotina Clássica é um show completo. O que não deixa de ser verdade. Ela nasceu para atender à demanda de shows e exige dos bailarinos conhecimento e repertório de passos suficientes para que seja representada em toda sua riqueza musical.
Não é propriamente a música que se ouve nas rádios e nas casas do povo árabe, mas músicas que estão presentes em shows com o mais puro propósito de dança e entretenimento.
Bora para a parte IV??? Semana que vem tem mais!!!! Espero por vcs! Não deixem de comentar!!! 😉
Bjs!!!!!