GRANDE BAILARINA = ÓTIMA PROFESSORA?

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Olá pessoal!!

Turbilhão

Hoje venho falar de um assunto que muito me atrai, que é a questão das expertises na Dança do Ventre. Quem é do meio sabe que o profissional da área de dança, aqui tratamos da Dança do Ventre em particular, tem que se desdobrar em mil. De bailarina a produtora de eventos, fazemos de tudo um pouco. Podemos falar das razões e consequências dessa realidade e discutir o assunto infinitamente. No entanto, por mera questão de praticidade, este post vai ser um recorde de um assunto mais amplo, visando discutir apenas a dualidade bailarina/ professora de Dança do Ventre.

Eu já ouvi muita gente dizer que a boa bailarina é sinônimo de boa professora. E na realidade, quem não se sente atraído a fazer aula com um(a) bailarino(a) maravilhoso(a) em cena? Eu mesma já senti isso inúmeras vezes!!! Não é nada raro escolhermos cursos utilizando esse critério, e também não é raro encontrar excelentes bailarinos dando aulas fantásticas. Mas acho que a fórmula não é regra e muito menos uma dedução lógica.

Ser professora exige expertises muito diferentes das habilidades de uma boa bailarina. Um bom professor deve ter muito conhecimento da dança (teoria e prática) e uma ótima didática. Tem que ser sensível ao aluno e ao seu desenvolvimento, ter vocação e amor por ensinar e tantas outras habilidades que nada têm a ver com sua performance no palco. Dançar bem não é sinônimo de ensinar bem. É lógico que muitos profissionais da dança dominam muito bem as duas artes, porque todos nós somos capazes de atuar em diferentes frentes. No entanto, se uma coisa fosse consequência imediata da outra, grandes mestres, com experiências incríveis, que já não dançam mais, seriam professores decadentes e incapazes de repassar todo seu conhecimento. Nessa ótica, perderíamos a oportunidade de aprender com verdadeiros “monstros mundiais” da Dança do Ventre. Já pensaram nisso?

Mas não é preciso ir muito além. Ensinar é diferente de dançar! Eu já tive aulas com bailarinas perfeitas que, em sala de aula, não conseguiram transmitir seus conhecimentos. Assim como já vi professoras incríveis que fazem diferença na dança de qualquer bailarina, e mesmo assim, não arrasam nos palcos. E dai????

Acredito que as duas áreas se complementam e se ajudam, mas são independentes. Caminham em estradas próximas que podem ou não se encontrar. E saber separar as duas profissões é importante para que não haja críticas descabidas e preconceitos com profissionais de grande qualidade, seja no palcos ou nas salas de aula. Profissionais que estão ai no mercado e que só têm a somar neste maravilhoso mundo da Dança do Ventre. A todos, meu muito obrigada!

Bjs e ótima semana! 😉