DANÇANDO PARA O NAMORADO

Tempo de leitura: menos de 1 minuto

olhar_ninja-3275

Queridos leitores!

Com a proximidade do “Dia dos Namorados”, resolvi escrever falando do que eu chamo de “apresentações íntimas”, nas quais a mulher decide dançar para o seu parceiro.

Desde quando eu comecei a dar aulas de Dança do Ventre, eu recebo alunas que querem aprender a dançar para se apresentarem para os seus companheiros. Tanto que em 2009 eu criei um trabalho denominado Workshop Sedução justamente para atender a essa demanda, de uma forma mais estruturada e organizada. É um tipo de proposta que não é nem “Artes Sensuais” e nem “Dança do Ventre”.

O post não é pra falar desse trabalho, mas sim, para falar dessa demanda tão frequente entre as mulheres, e de que forma eu, professora de Dança do Ventre, me coloco frente a ela.

Começo dizendo que sempre atendi o pedido das mulheres que vieram até a mim e que o faço com o maior respeito e seriedade. Principalmente porque acredito que se pode fazer um trabalho muito bonito, de bom gosto, elegante, com uma proposta clara de sedução, inspirada na Dança do Ventre. Mas não se trata de Dança do Ventre.

Ao final de cada curso que dei com essa finalidade, tanto em grupo, quanto individualmente, pude observar mulheres de todas as idades, de todos os corpos, se descobrindo, expressando sua feminilidade e sua sensualidade. Mulheres que mesmo sem saber estão num processo de auto-aceitação, de empoderamento feminino, e podem fazer isso de forma lúdica e prazerosa. Muitas delas nem tinham namorado, mas queriam aprender uma coreografia sensual para si próprias. Elas saiam da sala de aula com brilho no olhar e com muitos questionamentos positivos a cerca de si mesmas. E a felicidade delas sempre me deixou muito orgulhosa deste tipo de trabalho.

O mais curioso é que muitas dessas mulheres, depois, começaram a fazer Dança do Ventre de verdade e hoje sabem perfeitamente a diferença entre estudar a dança e dançar para o namorado apenas sugerindo a dança. Aprendem que utilizar alguns elementos da Dança do Ventre, tais como um figurino, ou um véu, ou até mesmo alguns movimentos que lembram uma dança oriental não faz dela uma aluna de Dança do Ventre. Pontuar essa diferença é papel/ responsabilidade do professor e parte fundamental para que o trabalho se desenvolva.

Colocando-se tudo em seu devido lugar, acredito que a Dança do Ventre artística e séria jamais será prejudicada ou afetada com os trabalhos sensuais. Pelo contrário, os estereótipos caem, são reconhecidos realmente como estereotipia e deixam de ser confundidos como autênticos passos da dança real.

Assunto polêmico… eu sei!  😉

Bjs a todos e até o próximo post!