DANÇA DO VENTRE – UMA DANÇA FUNDAMENTADA

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Banca CAP
Alunas e Professoras do CAP 2014 após a prova prática das alunas. Da esquerda pra direita: Gabriela El Amira, Smirna Kranti Amalin, Mercedes Amabile, Nynah Jamile, Catarina de Sá, Zahra Li, Satin Namun, Nilza Leão, Carol Avellar, Dária Lorena e Milenah Saree.

Queridos leitores!!!

Hoje eu tive a honra e a felicidade de participar mais uma vez do CAP – Curso de Aperfeiçoamento Profissional, na modalidade Dança do Ventre. Dessa vez, a minha participação foi como banca. E, como já postei aqui no blog, ser banca sempre me traz muitos questionamentos e até certa tensão. Tem nada, não. Acho isso bom. Tudo que envolve muita responsabilidade tem que estar junto a essas inquietações mesmo. Mas nem é sobre isso que eu quero falar hoje. De qualquer forma, deixo o link do post aqui pra quem quiser ler o que escrevi a respeito, ok?  😉

Hoje quero falar de coragem, de vontade de fazer o melhor, de idealismo e de seriedade. O CAP Dança do Ventre foi elaborado pela competentíssima Nadja El Baladi. Tá, a moça é minha amiga sim! Mas antes que falem qq coisa, quero dizer que ela não é minha amiga por acaso não. Eu não escolho aleatoriamente os meus amigos e muito menos aqueles com eu quero trabalhar, estar próxima. O reconhecimento e a admiração vieram antes e têm sido decisivos na construção da nossa amizade. Gosto de estar em sintonia com valores nos quais eu acredito.

No entanto, mais do que um post romântico, falando de amizade, quero falar da importância de querer fazer o melhor para que a Dança do Ventre eleve seu status no meio das artes cênicas e ganhe o merecido respeito de seus profissionais, de seus admiradores e de seu público. Muito mais do que uma bela dança, ela é uma arte consistente, cheia de significado e de sentimento. Uma arte que se renova e não se esgota porque está sedimentada numa cultura, num contexto muito maior que o palco e, por isso, demanda estudo e dedicação. Sabendo disso, a Nadja elaborou um programa consistente, um sistema de avaliação bastante cuidadoso que deixa claro que pra dançar não basta simplesmente se encher de strass e de roupas vaporosas. Não se resume a uma bela maquiagem e ao simples fato de executar meia dúzia de movimentos ondulatórios. Tudo isso é facilmente superável se o que vc dança é uma mera reprodução de passos. Se o que vc dança não se fundamenta em mais nada além do seu desejo de ser vista. E não se engane. Sua falta de estudos vai ficar, mais cedo ou mais tarde, impressa e muito bem identificada na sua dança.

Então… este post é pra agradecer, orgulhosamente, à Nadja e a tantas outras profissionais que venho conhecendo neste meio e que só não vou citar aqui para não correr o risco de esquecer alguém. Profissionais que têm a seriedade, o conhecimento e a consistência como bases sólidas para a construção de uma dança de verdade e de valor. Obrigada de coração!!! 😉

Aproveito também, para parabenizar às alunas que valorizam os estudos e buscam o caminho da consistência na Dança do Ventre. A dança precisa muito de vcs! 😉

Vida longa ao CAP e a tantos outros projetos que engrandecem à dança que adotamos como nossa. Ano que vem, tem mais. Por que? Porque merecemos isso!!!

Um beijo enorme a todos.