POR QUE O FOLCLORE ÁRABE É A BASE PERFEITA PARA UMA DANÇA DO VENTRE EXTRAORDINÁRIA?

Tempo de leitura: 17 minutos

Arrisco dizer que a maioria das bailarinas de Dança do Ventre reconhecem e até pregam a importância de se conhecer o Folclore Árabe para um adequado estudo da dança.

Mas o que se vê na prática, é que apenas uma parcela muito pequena dessas mesmas bailarinas pratica verdadeiramente o que prega e mergulham de cabeça no estudo da cultura árabe.

Talvez até por não saber por onde começar seus estudos ou por não saber quais as melhores fontes de pesquisa.

E, por outro lado, não conseguem visualizar quais as verdadeiras contribuições que o entendimento da cultura árabe vai dar à sua dança. Seja na escolha da música, do repertório de passos e da postura adotada ao dançar.

Soma-se a tudo isso, o indiscutível glamour da dança comercial. Uma dança resumida a passos. Passos cada vez mais elaborados, repletos de impacto e fortemente influenciados pelo modismo e pelas exigências do mercado.

Não quero dizer aqui que a Dança do Ventre Show não tenha o seu valor e não possa ser apreciada. Longe disso. Eu sou a primeira a defender que deva existir lugar pra todos.

Mas o que eu quero deixar claro neste artigo, é que até mesmo a Dança do Ventre luxo, poder e glória depende do Folclore Árabe para se tornar verdadeiramente uma dança excepcional.

Não basta ter carão, um corpo escultural, uma roupa de arrasar e precisão nos movimentos se você não sabe o que está dançando. Sim, você será capaz de agradar ao público leigo. Mas será que é só até ai que você quer chegar? Será que é só até ai que você PODE chegar?

Márcia Dib - Folclore Árabe

E para explicar melhor o que eu quero dizer, cito abaixo um texto de Márcia Dib. Ela é mestre em cultura árabe pela Universidade de São Paulo – USP. E concedeu ao Diário de Uma Aprendiz de Bellydance uma entrevista que vale muito a pena ser lida na íntegra:

“Ainda existe a visão de que “bailarino não pensa”, ou seja, que não faz algo que tenha algum tipo de conteúdo. Isso é péssimo e reforça a ideia de que a pessoa que dança não precisa estudar. E, quando se trata de uma dança étnica, o problema é ainda maior. Muitas praticantes estudam apenas os movimentos da dança, esquecem que ela é ligada a uma cultura. Eu acho que até para fazer algo criativo e inovador você deve partir do tradicional. Se você não conhece o tradicional, você não está inovando-o, está apenas inventando algo.

E eu vou além do discurso elegante da nossa mestra, porque não só vemos muitas invenções, como também interpretações equivocadas. Isto é, bailarinas que sequer têm o propósito de inventar. Tudo que elas desejam é dançar bem, mas não o fazem por desconhecimento. Sequer sabem que estão precisando de orientação. Este, pra mim, é o pior cenário de todos.

E pensando em tudo isso, eu resolvi fazer duas coisas:

  1. Escrever este artigo para ajudá-la a entender que estudar Folclore Árabe não é importante para uma bailarina de Dança do Ventre.  Estudar Folclore Árabe é indispensável, é básico, é fundamental.  E não se resume a duas ou três aulas de  “Dança com Bastão” ou “Khaleege”;
  2. Promover a 2ª Semana do Folclore Árabe – Um evento totalmente online e gratuito. Falo um pouco mais sobre ele, no final desse artigo.

Então, vamos ao primeiro ponto. Vamos sair do discurso bonito de que estudar a cultura árabe é importante. Vamos mais além.

Vamos entender, de uma vez por todas, o porquê e a dimensão dessa importância. E assim, concluir que o estudo do Folclore Árabe é muito mais do que importante, é condição básica para uma dança realmente de qualidade.

Dessa forma, eu vou abordar neste artigo, os seguintes aspectos:

 

O que é Folclore Árabe e como o seu estudo auxilia no entendimento da cultura árabe?

ASWAN - Egito - Folclore Árabe
ASWAN – EGITO

Antes de mais nada, gostaria de dizer o que o Folclore Árabe NÃO é.

Folclore Árabe não é toda e qualquer dança que não conseguimos explicar, entender ou denominar.

É muito comum ver bailarinas de Dança do Ventre classificando como dança folclórica tudo aquilo que não se encaixa nas danças clássicas, nas danças pop e nos solos de percussão.

Como se o termo Folclore Árabe fosse um depósito de danças desconhecidas ou que simplesmente se diferenciam do bellydance, pelo seu gestual ou pelo seu figurino. Bons exemplos disso, é classificar erroneamente Melleah Laff e Muwashahat como danças folclóricas.

Na verdade, o termo “folclore” é um neologismo. Isto é, a junção de duas palavras, originando uma nova.

A palavra foi criada em 1846, pelo arqueólogo William John Thoms. Os vocábulos “Folk e Lore”, com seus respectivos significados “povo e conhecimento”, se uniram para se referir às tradições, costumes e superstições de todos os povos indiscriminadamente.

É bem verdade que o significado de folclore varia um pouco entre os grandes estudiosos no assunto.  Mas o fato é que, para a maioria deles, cultura e folclore são conceitos muito próximos e muitas vezes, tratados como sinônimos.

Segundo o artigo “Cultura Popular e Folclore“, o folclorista Luís da Câmara Cascudo define folclore como sendo  “a cultura do popular tomada normativa pela tradição”.

Nessa perspectiva, podemos entender Folclore Árabe como sendo o conhecimento popular dos povos árabes. Conhecimentos que são transmitidos de pai para filho de forma absolutamente natural. São conhecimentos que fazem parte da cultura árabe e das suas tradições.

Isto é, o estudo do Folclore Árabe nos revela o dia-a-dia de um povo. Como ele vive, como se comporta, como ele trabalha e tantos outros elementos e comportamentos que lhe fornecem identidade.

Por que é fundamental que uma bailarina de Dança do Ventre estude Folclore Árabe?

Dança do Ventre - Folclore Árabe

Eu posso citar aqui pelo menos duas grandes razões para você, começar a se interessar fortemente pelo estudo do Folclore Árabe.

A primeira delas diz respeito ao entendimento do termo Dança do Ventre num sentido mais restrito possível. Isto é, a Dança do Ventre show. Também denominada bellydance ou dança cabaré.

Uma dança que, para sair das casas e do dia a dia do povo, se transformou para atender às exigências dos palcos e das grandes produções artísticas da época.

Isso, diga-se de passagem, aconteceu com várias outras danças étnicas. Tais como o samba, o tango e tantas outras que se encheram de requinte para serem apresentadas em casas de show.

Mas embora a tradicional dança árabe tenha adotado o ballet, e tenha se vestido de várias influencias ocidentais, ela conservou a maior parte das suas características.

Características essas que só são possíveis de serem entendidas com o resgate das raízes árabes. E bons exemplos disso são a dança baladi, a interpretação do taksim e os folclores representados nas músicas destinadas para show.

E não se trata aqui de meramente identificar ritmos e melodias. Mas de entender de verdade a maneira com que os árabes experimentam e interpretam cada um dos seus estilos musicais. Que significados essas danças têm para seus países e quais os seus códigos, para que sejam minimamente reconhecidas pelo seu povo.

A segunda razão, é quando assumimos um conceito mais amplo de Dança do Ventre.

Quando uma menina começa a fazer aulas de Dança do Ventre, logo descobre que não vai estudar uma única dança. Mas um número enorme, até mesmo infinito de Danças Orientais Árabes.

Nesse sentido, a meu ver, o termo Dança do Ventre nada mais é que um nome comercial e simplista. Ele define o estudo não só da dança show, mas também das danças populares, cênicas e até mesmo as danças folclóricas. Eu falo melhor sobre o assunto neste artigo.

Quem acompanha o meu trabalho sabe que faço questão de sempre lembrar que, quando falamos de povos árabes, estamos nos referindo a 22 países distribuídos em dois continentes diferentes: a Ásia e a África.

Mapa Mundi - Folclore Árabe

Parece simples, mas não é. Grande parte das estudantes de Dança do Ventre tomam os povos árabes com um só povo. Sequer procuram ter a dimensão da distância e das diferenças culturais que existem entre eles.

Uma passada pelo mapa pode ser algum começo. Mas é justamente um bom estudo do Folclore Árabe que vai dar conta de fazer a bailarina entender que cada dança tem a sua história. E exatamente por isso, tem humores, gingas e tantas outras características diferentes.

Características essas que são explicadas pelos mais diversos contextos culturais, sociais e geográficos.

Márcia Dib, em sua participação no Podcast Sala de Dança, ilustra muito bem essa questão ao citar o pesquisador argentino Carlos Vega, especialista em folclore.

Ele diz que nada é mais universal e ao mesmo tempo mais regional do que o Folclore. Por exemplo, todo mundo precisa de água. Isso é universal. Mas em cada lugar, se obtém a água de uma forma diferente. Isso é regional.

Márcia então pondera perguntando, o que faz uma mulher carregar um jarro de água enorme na cabeça? E a resposta correta é: o  simples fato de a fonte de água está muito longe da sua casa. Se estivesse perto, o jarro certamente seria menor. Não haveria grandes problemas ou grandes sacrifícios para se deslocar e conseguir a água necessária para o consumo diário da família.

Sim, e o que isso tem a ver com a dança? Cuidado ao escolher o tamanho do jarro na hora de representar a dança de algum lugar, certo? É, sem dúvida a escolha do jarro é importante. Não só pela questão do tamanho mas de todas as suas características. Mas o estudo não se resume a isso. Precisamos ir mais além.

O peso do jarro cheio de água interfere no tônus muscular das pessoas. Repercute no tipo de passo e na forma com que esses passos vão ser executados. E olha que o jarro cheio de água é apenas um fator. A consistência do solo, o clima e tantos outros elementos também vão ter suas influências na dança típica do lugar.

Foi pensando nisso que eu convidei minhas alunas, estudantes de Folclore Árabe a participar de uma aula diferente. Uma aula de Hagallah na praia de Copacabana em julho do ano passado.

Hagallah é uma dança beduína e achamos que experimentar seus passos na areia, poderia nos ajudar a entender a ginga da dança. E a experiência foi fascinante.

Os passos saíram mais pesados, muitas vezes travados pela resistência que a areia nos proporcionava. Com isso, tivemos que adotar certas posturas para conseguir dançar. Tais como: empreender mais força nos passos, em uns casos, levantar mais os pés do chão e, em outros, cravar mais os pés na areia para ter mais equilíbrio.

Junto com todo o estudo teórico da dança, experimentamos com muito mais clareza, o quanto a mulher Al-Hagallah precisa ser forte para viver no deserto. E toda a sua força, com certeza, vai aparecer na sua dança também.

Se você quiser assistir a nossa aula em Copacabana, basta acessar o artigo Vídeo – Oficina de Hagallah na Praia de Copacabana.  Falo mais sobre a dança e explico nossa experiência com mais detalhes.

E assim acontece como todas as outras danças. Não basta portanto, vestir um vestido decotado, rodar um bastão e executar passos de Dança do Ventre para fazer uma Dança Said (Tahtib ou Raks Al Assaya). É preciso estudar quem dança, por que dança e de que forma dança.

Com Gamal Seif - Folclore Árabe

Não é a toa que o mestre egípcio Gamal Seif, nos alertou em um dos seus Workshops.

Para entender de verdade a Dança do Ventre e os costumes dos povos árabes, o primeiro passo é estudar suas manifestações folclóricas.

Se você não sabe de onde vem a dança e não estuda as condições e as particularidades da sua origem, você vai dançar uma dança Ghawazee com o mesmo humor de um Sha’abi ou de uma Rotina Clássica. E sinceramente? Eu realmente acho que você pode fazer muito melhor do que isso.

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Como é possível transformar a sua dança a partir do estudo do Folclore Árabe?

Estudo de Folclore Árabe

Muitas pessoas acreditam que se aprofundar nas raízes das danças pode inibir a criatividade e a liberdade de expressão artística.

Coincidentemente eu sempre ouço isso das pessoas que nunca estudaram Folclore Árabe com propriedade. Por que será?  😉

Não tenho nenhum receio de afirmar que as bailarinas que se interessam pelas danças regionais, folclóricas e populares, têm muito mais condição de criar e de criar com maior qualidade do que aquelas que ficam presas a um único estilo. E a razão para isso é muito óbvia.

Diversificar o estudo, amplia o conhecimento, estimula a criatividade e faz o corpo experimentar o novo.

Quando ouço uma aluna dizer com certo orgulho que não consegue flexionar os joelhos numa dança Ghawazee ou pesar um pouco mais os pés numa dança Hagallah, porque sua postura é de dança clássica árabe, eu logo percebo o quanto essa moça não está aberta a novas possibilidades. E o quanto ela pode perder com isso.

Experimentar novos humores, novos tônus musculares, novos passos, é fornecer versatilidade para o seu corpo e pra sua capacidade interpretativa. É tornar-se mais flexível, forte e ágil. Capaz de se expressar de forma muito mais efetiva, diversificada e em qualquer contexto.

Sua dança inevitavelmente vai sair do lugar comum, porque ora o seu corpo pertenceu a uma mulher rústica, ora ele viveu os sabores de uma mulher geniosa e sedutora. Mas antes, você foi brejeira e ingênua. E tudo isso, com a autenticidade que só o estudo de Folclore Árabe pode proporcionar a uma bailarina de Danças Orientais.

Nilza Leão - Folclore Árabe

Outra questão é que liberdade artística se exerce a partir do conhecimento, não da falta dele.

Como artista, posso entender perfeitamente a sua vontade de ser livre o suficiente pra rodar 100 vezes a sua cabeça enquanto você dança um Dabke. Rodar a cabeça é um passo típico do Dabke? Lógico que não.

Mas eu acho que se você sabe o que está fazendo e pretende fazer uma criação artística a partir de uma dança tradicional, você vai conseguir, com sucesso, comunicar isso ao seu público.

Porque a dança vai estar no seu corpo, na sua ginga, na leitura que será capaz de fazer. Por que? Porque você estudou as raízes daquela dança. Vai inovar quando puder, no palco em que isso for possível. Vai criar na medida e nas proporções certas para passar a sua mensagem. Sem que isso transpareça ignorância ou ingenuidade na dança.

Não se iluda. É notória a diferença entre uma bailarina estudiosa e criativa, de uma bailarina que dança sem saber o que está fazendo. Uma dança sem consistência, sem estudo e repleta de enganos.

Mesmo que o seu maior foco na Dança do Ventre seja a interpretação das músicas clássicas, não dispense um bom estudo a respeito do Folclore Árabe. Tenha a clareza de que ele lhe fornecerá toda a base necessária para ser uma bailarina completa, competente e criativa.

Conhecimento abre as portas, liberta a mente. Ninguém até hoje, em nenhuma área do conhecimento humano, ficou limitado por saber cada vez mais. Conhecer o tradicional é libertador.

E por acreditar que o estudo do Folclore Árabe é a base perfeita para uma dança extraordinária, estou promovendo um evento totalmente inovador no nosso meio.

Trata-se da 2ª SEMANA DO FOLCLORE ÁRABE – Você vai descobrir porque o estudo do FOLCLORE ÁRABE é o caminho definitivo para você dançar corretamente os mais diversos tipos de danças árabes e assim conquistar muito mais admiração, respeito e credibilidade como bailarina.

Independente de você ser uma bailarina profissional ou porque se você dança apenas pra se divertir e ser mais feliz.

Esse evento é totalmente online. Isto é, você vai poder assistir de onde você estiver e em qualquer horário, durante o período de 29.05 a 05.06.2017.

Para participar é necessário se inscrever gratuitamente deixando seu nome e e-mail nos campos indicados para tal.

QUERO ME CADASTRA AGORA NA 2ª SEMANA DO FOLCLORE ÁRABE 

ATENÇÃO – MUITO IMPORTANTE

Se você não receber o meu e-mail te dando as boas vindas, é porque, provavelmente ele caiu na sua caixa de SPAM, de Promoções, Social, ou outras pastas que o seu administrador tenha. Vai depender se você usa hotmail, gmail, yahoo, etc.

Nesse caso, você deve tirar o meu e-mail de qualquer uma dessas caixas e favoritar o meu contato. Assim, você vai ter certeza de que irá receber todas as minhas atualizações sobre a 2ª Semana do Folclore Árabe. Combinado?

Vai ser uma semana repleta de informações, na qual você poderá participar ativamente, enviando perguntas, fazendo seus comentários e dando suas contribuições.

Em breve, como disse, você se inscrevendo, terá acesso a todas explicações por e-mail.

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No mais, eu espero que este artigo tenha sido bastante esclarecedor. E eu gostaria muito que você participasse, deixando abaixo o seu comentário.

Diga o que achou e que tal contar como tem sido até hoje a sua experiência com o estudo do Folclore Árabe? 😉

Um beijo muito grande e, até o nosso próximo post!

Kisses

  • Marcia Dib

    Parabéns pelo ótimo artigo e muito obrigada por me dar a honra de participar de suas reflexões!
    Eu também entendo que uma bailarina deve entrar em contato com as inúmeras possibilidades corporais e emocionais das danças folclóricas, para depois revelar estes conteúdos na sua dança clássica.
    Mesmo que ela não apresente em público o folclore (porque pode não ser sua preferência), é fundamental que estude, experimente, conheça.
    E, além disso, quando aparecerem trechos de danças folclóricas dentro da rotina clássica, conseguir identificar determinada música folclórica e também saber o que fazer porque tem isso gravado no corpo (e não apenas fazer “passos” sem conteúdo).

    • Obrigada por sua contribuição, Márcia querida. Sempre com reflexões claras e certeiras. Aprendo com você todos os dias. Bjs enormes… sim… e falar em folclore sem te citar é uma blasfêmia!!!! kkk…bjus

      • Marcia Dib

        Obrigada, Nilza, pelas palavras de carinho! É sempre um prazer colaborar! Ainda mais com pessoas sérias como você! Bjs

  • Oi querida!!! Que bom saber que tem mais gente querendo se aprofundar no estudo do Folclore Árabe. Ele é mesmo transformador. Um beijo enorme e muito obrigada pela sua participação aqui. Bjus

  • Rosita Neuro

    Achei muito interessante esse seu artigo, porque tenho uma experiência pessoal semelhante. Sou de origem grega e temos um tipo de dança, oriunda da dominação turca, que se chama tsiftendeli, a qual agrega muitos passos da dança do ventre, principalmente o movimento das mãos. Como cresci ouvindo essas músicas posso dizer que realmente “sinto” o ritmo e consigo dançar com mais espontaneidade, diferente de outros ritmos árabes, que só comecei a dançar com alguma segurança após estudar os passos da dança do ventre. Um grande abraço e parabéns pela iniciativa da Sema de Folclore Árabe, com certeza será muito produtiva e útil para todos.

    • Oi Rosita, muito obrigada pelo seu depoimento aqui. Enriqueceu demais o artigo, dividindo com a gente a sua vivência com a dança grega e com a dança do ventre. Obrigada mesmo. Nos vemos na 1ª Semana do Folclore Árabe. Bjuuuus